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O mutirão “Mãos que Fazem a Diferença”, promovido pelo Governo de Roraima, foi prorrogado devido à alta procura por atendimentos especializados para pessoas com deficiência e neurodivergentes. A iniciativa, que já ultrapassou a marca de 5 mil atendimentos, incluindo 1.500 consultas com especialistas, continuará na próxima semana no Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência (Ciapd), em Boa Vista. A ação, inicialmente prevista para encerrar nesta sexta-feira (12), estenderá seus serviços de segunda (15) a quinta-feira (18).

A mobilização reúne equipes da Secretaria de Saúde (Sesau) Secretaria de Educação e Desporto (Seed) e Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes). O objetivo é ampliar o acesso a diagnósticos, consultas, avaliações especializadas e emissão de laudos, buscando reduzir a demanda reprimida e facilitar o acesso das famílias aos serviços. Durante a primeira semana, foram ofertadas especialidades como neurologia, psiquiatria, psicologia, fonoaudiologia e oftalmologia.

Entenda

  • O mutirão oferece atendimentos em neurologia, psiquiatria, psicologia, fonoaudiologia e oftalmologia.
  • A ação visa reduzir a demanda reprimida e facilitar o acesso das famílias a serviços especializados.
  • Serviços serão ofertados de segunda (15) a quinta-feira (18) no Ciapd, sem necessidade de encaminhamento prévio.

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Atendimento especializado prorrogado

A primeira-dama e secretária extraordinária de Desenvolvimento Humano e Social, Franci Araújo, ressaltou a necessidade de ampliar a oferta de atendimentos especializados no estado.

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“Aqui temos pessoas que aguardavam há até três anos por uma consulta. Encontramos casos de mães que tinham mais de 2.600 pessoas à frente na fila de espera. Essa realidade demonstra a importância dessa ação para garantir que essas famílias tenham o atendimento que tanto esperavam”, afirmou.

Para a coordenadora do Ciapd, Milva Monego, o mutirão é um passo crucial para garantir o acompanhamento necessário.

“O laudo é fundamental porque abre caminho para os atendimentos e terapias. Não estamos falando apenas de um documento, mas de uma porta de entrada para um acompanhamento que contribui diretamente para o desenvolvimento e a qualidade de vida dessas pessoas”, destacou.

O autônomo Weliton Souza Vieira, pai de Marlon Henrique, 12, relatou a dificuldade em conseguir atendimento especializado. “Há praticamente três anos a gente buscava esses atendimentos. Agora conseguimos passar pelos especialistas e isso vai ajudar muito no acompanhamento dele, inclusive na escola”, disse. A gerente de loja Thaís de Almeida Oliveira, mãe de Derick Raí, 16, elogiou a concentração de atendimentos.

“Foi muito bom porque consegui atendimento com oftalmologista e psicólogo no mesmo dia. Antes era mais difícil, precisava procurar atendimento em vários lugares e esperar meses. Aqui foi tudo mais rápido”, afirmou.

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