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O Museu Integrado de Roraima (Mirr) leva a exposição itinerante “Cores e Sabores Produzidos por Elas” a escolas municipais e estaduais do estado. A iniciativa, vinculada ao Governo do Estado, apresenta conhecimentos tradicionais e científicos sobre o cultivo, produção e uso de condimentos regionais, como cúrcuma, urucum e pimentas.
A exposição faz parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Em setembro, o projeto circulou pelos municípios de Amajari, Normandia, Cantá e Rorainópolis. As próximas cidades a receberem a mostra são Bonfim e Pacaraima, com possibilidade de novas localidades conforme a demanda.
A diretora do Mirr, Elena Fioretti, explicou que a proposta valoriza os conhecimentos tradicionais das comunidades e a participação feminina na produção e uso dos condimentos.
“Esses elementos estão presentes no dia a dia e na culinária regional, sendo produzidos e empregados fundamentalmente pelas mãos e pelo conhecimento das mulheres da nossa região”, afirmou.
A circulação do projeto permite que as ações do Museu Integrado alcancem públicos além da capital. Em 2024, o projeto registrou mais de 4 mil visitantes no interior de Roraima.
A diretora ressaltou a importância de apresentar a ciência como ferramenta para compreender a realidade e melhorar a vida da população.
“Compreender o mundo sob a perspectiva da ciência, entender o porquê do conhecimento e como ele pode contribuir para não só a melhoria dos processos produtivos, mas principalmente para a qualidade da vida das pessoas”, completou.
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
Realizada anualmente desde 2004, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia busca aproximar a população da ciência, tecnologia e inovação. A programação inclui atividades de universidades, escolas, museus e instituições de pesquisa em todo o país. A 23ª edição, em 2026, terá como tema ciência delas, focado na participação das mulheres no conhecimento.
Em Roraima, a programação é coordenada pela professora Dra. Maria Ivanise Rizzatti, da Universidade Estadual de Roraima (Uerr), em parceria com a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e o Mirr. O projeto conta com apoio financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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