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O Governo de Roraima deu início a uma nova turma do Magistério Indígena Tamîkan, curso voltado para a formação de professores indígenas. A capacitação, promovida pela Secretaria de Educação e Desporto (Seed) por meio do Centro Estadual de Formação dos Profissionais da Educação de Roraima (Ceforr), conta com 163 cursistas.
A solenidade de abertura ocorreu no auditório do Ceforr, em Boa Vista, e reuniu autoridades educacionais, lideranças indígenas e professores formadores. O curso é destinado a professores e futuros educadores de diversas etnias do estado.
Com carga horária de aproximadamente 1.500 horas, a formação será realizada em oito etapas presenciais. Durante o período de estudos, os participantes terão hospedagem e alimentação garantidas pelo Governo do Estado no Ceforr.
O Magistério Indígena Tamîkan integra um conjunto de cinco cursos específicos oferecidos pelo estado para a formação inicial de professores indígenas, que inclui também os programas Tamarai, Yarapiari, Amooko Lisantan e Yadewwanaadi.
Em seu discurso, a secretária de Educação e Desporto, Ana Célia Paz, ressaltou a importância da formação continuada.
“Nossa profissão exige curiosidade, dedicação e vontade permanente de aprender. Quando vocês saírem desta etapa, sairão mais fortes do que entraram, com novos conhecimentos e novas certezas. Um professor forte estuda durante toda a carreira profissional”, afirmou.
A diretora do Ceforr, Stela Damas, destacou que a iniciativa é um investimento estratégico na valorização dos profissionais que atuam diretamente nas comunidades indígenas.
“Estamos falando de uma formação que fortalece a identidade cultural, valoriza os saberes dos povos indígenas e contribui diretamente para a melhoria da educação oferecida nas comunidades”, disse.
Representando a Secretaria Adjunta de Educação Escolar Indígena, Jane Alice enfatizou o compromisso dos participantes.
“A educação indígena precisa de cada um de vocês. Nossos estudantes precisam de professores preparados para dar continuidade a esse trabalho tão importante”, declarou.
A cursista Eliana Oliveira de Souza, da comunidade indígena Vista Nova, na região do Baixo São Marcos, etnia Macuxi, vê a formação como uma oportunidade de crescimento.
“Estou aqui para me formar e levar conhecimento para a minha comunidade. Esse curso representa uma oportunidade de crescimento para mim e para os estudantes que futuramente vou atender”, disse.
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