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O primeiro festival de cinema de Roraima o Festcine Saberes Amazônicos, será realizado em Boa Vista nos dias 11 e 12 de junho. O evento, que acontece no Centro Amazônico de Fronteiras (CAF/UFRR), a partir das 16h, reunirá produções audiovisuais com temática amazônica e dará destaque à memória cinematográfica do estado.

Uma das atrações é a ExpoCine Saberes Amazônicos, que transformará o hall do CAF em um Museu Audiovisual. A exposição apresentará equipamentos históricos, como câmeras analógicas e projetores, além de registros fotográficos de produções locais e uma homenagem ao cineasta Alex Pizano. O acervo pertence a cineastas como Antônio Bentes, Jorge Macedo, Valmique Grandez, Alex Pizano e o professor Dr. Anderson Paiva, com curadoria de Luiz Duarte. O objetivo é comparar as tecnologias antigas com as digitais atuais.

A programação inclui a Mostra Oficial Competitiva, com curtas disputando o Troféu Saberes Amazônicos e premiações em dinheiro. Haverá também as Mostras Paralelas, com produções independentes focadas em temas indígenas, estudantis, cinema negro, população LGBTQIAP+ e cineastas migrantes. O festival também marcará o encerramento das oficinas de audiovisual realizadas em escolas públicas de Boa Vista, com exibição dos curtas produzidos por estudantes do ensino médio.

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Jorge Macedo, fotógrafo participante da exposição, apresentará parte de seu acervo, que documenta o início do audiovisual em Roraima, incluindo imagens da Serra do Tepequém, em Amajari. Para ele, o evento é uma oportunidade para conectar gerações e valorizar a história do cinema local.

“É uma grande oportunidade para mostrar para essa turma jovem que está chegando com muita energia o que foi feito no passado e o que está sendo produzido hoje. Tudo isso que vemos agora tem uma origem lá atrás. O Festcine talvez tenha chegado até um pouco tarde, mas chega em um momento importante e tem tudo para se consolidar como um evento anual, valorizando a produção de documentários e cinema em Roraima, que já vem se destacando no Brasil e até fora dele”, afirmou.

Macedo ressaltou a importância da exposição de equipamentos antigos para o aprendizado da nova geração.

“Muita gente não faz ideia de como era o processo antes da tecnologia digital. Era trabalhoso, exigia técnica e paciência. Hoje tudo é mais rápido, mais acessível. Por isso, essa exposição é fundamental para que essa nova geração entenda de onde tudo começou”, disse.

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