Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para a redação

O dólar comercial fechou em leve alta nesta quarta-feira (6), cotado a R$ 4,921, com avanço de 0,17% em relação ao fechamento anterior. A moeda norte-americana chegou a operar próxima de R$ 4,93 durante a manhã, mas perdeu força ao longo da tarde diante da melhora do apetite por risco nos mercados globais.

O Banco Central atuou no mercado de câmbio durante a sessão, realizando operações de swap cambial reverso, o que contribuiu para conter pressões adicional de alta sobre a moeda estrangeira.

Bolsa mantém tendência positiva

No mercado acionário, o Ibovespa registrou sua segunda alta consecutiva, fechando com ganhos de 0,50%, aos 187.690 pontos. O índice oscilou entre mínima de 186.762 e máxima de 188.674 pontos durante o pregão, com volume financeiro total de R$ 29,2 bilhões.

O desempenho foi impulsionado principalmente por ações de empresas do setor de mineração e de consumo, que apresentaram valorizações expressivas. Esses setores se beneficiaram do ambiente de menor aversão ao risco que predominou nos mercados internacionais.

Voltar ao início.

Petróleo despenca no exterior

Os preços do petróleo registraram queda acentuada nos mercados internacionais, influenciando diretamente o desempenho de empresas do setor de energia na bolsa brasileira. O barril do tipo Brent, referência global, desabou 7,83%, para US$ 101,27, enquanto o WTI, do Texas, recuou 7,03%, para US$ 95,08.

Cacique Raoni internado em Sinop com hérnia diafragmática

A forte desvalorização da commodity foi motivada por sinais de redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O Irã indicou que o Estreito de Ormuz está aberto para navegação segura, enquanto os Estados Unidos mencionaram avanços nas negociações com o país.

A diminuição do risco de interrupções no fornecimento global de petróleo reduziu o chamado "prêmio de risco" da commodity, pressionando os preços para baixo. Mesmo com o recuo, analistas alertam que o mercado continua atento ao conflito, que ainda pode gerar volatilidade nos preços de energia.

Voltar ao início.

Empresas de petróleo sofrem na bolsa

As ações da Petrobras foram as mais afetadas pela queda do petróleo no exterior. As ações ordinárias da estatal recuaram 3,77%, enquanto os papéis preferenciais caíram 2,86%. A empresa é a mais negociada no Ibovespa e seu desempenho tem peso significativo no índice.

No cenário externo, as bolsas de Nova York tiveram ganhos superiores a 1%, com novos recordes no S&P 500 e no Nasdaq. O ambiente favorável a ativos de risco nos mercados desenvolvidos contribuiu para sustentar o otimismo entre investidores brasileiros.

Analistas destacam que, apesar da leve alta do dólar, o movimento foi contido pela atuação do Banco Central e pela melhora do humor nos mercados internacionais. A combinação entre queda do petróleo e menor aversão ao risco criou um cenário misto para os ativos brasileiros.

Voltar ao início.