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A Copa do Mundo reacende a paixão pelo futebol no Brasil, mas o entusiasmo pode levar a um aumento nas lesões entre os chamados “atletas de fim de semana”. O retorno à prática esportiva sem preparo físico adequado pode transformar a diversão em dor, com riscos que vão além do sistema musculoesquelético.

Segundo a fisioterapeuta e instrutora de pilates Dayara Costa, a falta de condicionamento físico após longos períodos de sedentarismo eleva a suscetibilidade a lesões.

“Quem passa muito tempo sem praticar exercícios e decide jogar futebol de forma intensa está mais suscetível a sofrer lesões e complicações relacionadas ao esforço repentino. Como o corpo não está condicionado, é comum ocorrerem distensões musculares, cãibras, torções de tornozelo e joelho e inflamações nos tendões devido às mudanças rápidas de direção, corridas e impactos característicos do esporte”, explica Dayara Costa.

A especialista alerta que o sistema cardiovascular também pode ser sobrecarregado. Isso aumenta o risco de falta de ar excessiva, tonturas, mal-estar e, em pessoas com fatores de risco como hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas, pode levar a eventos mais graves, destaca Dayara Costa.

Atletas de fim de semana lideram estatísticas

Os “atletas de fim de semana”, que concentram a atividade física em um único dia, são os mais vulneráveis. Dayara Costa detalha que as lesões mais comuns incluem distensões musculares, principalmente na panturrilha e na parte posterior da coxa, além de entorses de tornozelo e lesões no joelho, como inflamações, lesões de menisco e rupturas ligamentares. Dores lombares também são frequentes devido à falta de condicionamento físico e preparo muscular.

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O aquecimento antes de uma partida de futebol é fundamental porque prepara gradualmente o organismo para o esforço físico, aumentando a temperatura corporal, melhorando a circulação sanguínea e ativando músculos e articulações que serão exigidos durante o jogo. A prática também melhora a coordenação, a agilidade e o tempo de resposta dos movimentos.

O fortalecimento muscular desempenha um papel fundamental na prevenção de lesões, pois músculos fortes e bem condicionados ajudam a absorver impactos, estabilizar as articulações e distribuir melhor as cargas durante os movimentos. Quando o fortalecimento é ignorado, o organismo tende a compensar a falta de preparo, aumentando a sobrecarga sobre músculos, tendões e articulações.

O pilates, utilizado por atletas profissionais, também beneficia jogadores amadores. A modalidade trabalha força, estabilidade, mobilidade, equilíbrio e coordenação. O fortalecimento do core e dos músculos estabilizadores melhora o controle dos movimentos, reduz a sobrecarga nas articulações e ajuda a prevenir lesões frequentes no futebol. Para os “atletas de fim de semana”, o pilates funciona como uma excelente ferramenta de preparação física.

Sinais como dor intensa e repentina, sensação de estalo com dor, incapacidade de apoiar o pé no chão, inchaço importante, tontura, sensação de desmaio, falta de ar desproporcional ao esforço, dor no peito e palpitações exigem atenção imediata. Dores que persistem por vários dias, limitação dos movimentos ou dificuldade para retornar às atividades habituais também merecem avaliação profissional, pois podem indicar lesões que necessitam de tratamento adequado, finaliza Dayara Costa.

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