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Mais de 250 educadores indígenas, incluindo professores e tuxauas, conheceram na segunda-feira (9/6) a nova edição do Concurso de Redação da Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR). A apresentação ocorreu durante a Assembleia Extraordinária da Organização dos Professores Indígenas de Roraima (OPIRR), realizada em Amajari.

A iniciativa, coordenada pela Escola Superior da Defensoria Pública de Roraima (Esdep), também passou por Pacaraima, onde a equipe da DPE-RR esteve no Colégio Estadual Militarizado Cícero Vieira Neto para apresentar o projeto a estudantes e educadores.

O tema da sexta edição do concurso será "Defensoria Pública de Roraima na Defesa dos Direitos da Mulher". O edital oficial será lançado em 22 de junho.

O concurso busca estimular a reflexão crítica entre estudantes da rede pública de ensino. Para o coordenador-geral da Esdep, Vilmar Silva, a iniciativa vai além da disputa por prêmios e contribui para a formação dos participantes.

Educação indígena em debate

A participação da Esdep da DPE-RR na Assembleia Extraordinária da OPIRR permitiu que professores e lideranças indígenas conhecessem as regras voltadas para estudantes e escolas indígenas. A assembleia reuniu representantes de diversas comunidades indígenas de Amajari para discutir os desafios enfrentados pelas escolas da região.

O coordenador estadual da OPIRR, professor Esley Tenente, explicou que o encontro objetivou ouvir as comunidades e construir propostas para fortalecer a educação indígena.

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Segundo Esley Tenente, projetos que incentivam a escrita podem abrir novas oportunidades para estudantes indígenas. Ele ressaltou que.

"Recebemos essa notícia com muita satisfação. Sou professor há mais de 20 anos e sempre vi concursos como oportunidades importantes para os alunos. Já tive estudantes premiados e sei o quanto isso pode marcar a trajetória deles"

Ele também acrescentou que a participação "Quando o estudante participa, passa a enxergar novas possibilidades para o futuro. No contexto indígena, precisamos formar cada vez mais jovens conscientes dos seus direitos e preparados para ocupar espaços na sociedade".

A coordenadora pedagógica do Centro Regional Indígena Noemia Peres, Jaqueline Souza, acredita que o concurso pode revelar talentos que muitas vezes permanecem sem visibilidade nas comunidades.

"Temos muitos alunos talentosos. Muitas vezes, o que falta é oportunidade, incentivo e orientação para que eles possam mostrar seu potencial", salientou Jaqueline Souza.

Jaqueline Souza também avalia que o reconhecimento aos professores pode aumentar o engajamento das escolas. "Quando o professor também é reconhecido, o estímulo para participar cresce. Isso fortalece o trabalho desenvolvido dentro das escolas.", disse. Ela concluiu afirmando que a rede pedagógica da região irá mobilizar as unidades de ensino para ampliar a participação no concurso.

"Vamos divulgar o concurso, orientar os professores indígenas e incentivar os estudantes. Queremos que o maior número possível de escolas esteja representado. O mais importante é que os alunos tenham a oportunidade de mostrar seu talento e compartilhar suas ideias", concluiu Jaqueline Souza.

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