Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para a redação

Cinco detentos conseguiram escapar da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte. A fuga foi confirmada pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap/RN) no início da tarde deste sábado (2).

Operação de busca mobiliza forças de segurança

Desde as primeiras horas da manhã, equipes das forças de segurança estão em campo realizando buscas para localizar e recapturar os foragidos. A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social coordena as operações na região.

As autoridades não divulgaram detalhes sobre como ocorreu a fuga nem as identidades dos presos que conseguiram escapar do complexo penitenciário.

Voltar ao início.

Histórico violento marca penitenciária

A Penitenciária de Alcaçuz tem um passado marcado por violência extrema. Em 2017, o local foi palco de um dos massacres mais brutais do sistema prisional brasileiro.

Cacique Raoni internado em Sinop com hérnia diafragmática

Uma disputa entre facções criminosas resultou em duas semanas de rebelião que deixou 26 mortos, a maioria decapitada. O episódio chocou o país e expôs a crise no sistema carcerário potiguar.

Na ocasião, foi necessária a intervenção da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, vinculada ao Ministério da Justiça, para retomar o controle da unidade.

Voltar ao início.

Medidas de segurança implementadas após massacre

Após o sangrento conflito de 2017, o governo do estado implementou medidas para tentar conter a violência entre facções rivais dentro da penitenciária.

A principal ação foi a divisão do complexo em duas partes separadas por um muro de concreto, com o objetivo de isolar grupos criminosos antagônicos e evitar novos confrontos.

Apesar dessas medidas estruturais, a nova fuga demonstra que problemas de segurança continuam afetando a unidade prisional, que já foi considerada uma das mais violentas do país.

As buscas pelos cinco foragidos seguem em andamento, enquanto as autoridades investigam as circunstâncias que permitiram a nova evasão do sistema penitenciário potiguar.

Voltar ao início.