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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciaram, nesta quarta-feira (11/6), cinco novas operações de crédito do Fundo Clima Florestas. Os financiamentos somam R$ 834 milhões e visam a restauração florestal e a implantação de sistemas agroflorestais (SAF). Somados aos recursos da iniciativa privada, os contratos alavancaram R$ 2,7 bilhões em investimentos para reflorestamento.
Com as novas operações, o Fundo Clima já mobilizou R$ 8,2 bilhões para reflorestamento no Brasil. Os projetos aprovados atuam nos biomas Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. O Fundo Clima é o principal instrumento público de financiamento da transição ecológica no país, gerido por um Comitê Gestor vinculado ao MMA e operado pelo BNDES.
O evento de celebração da Semana do Meio Ambiente, realizado no Palácio do Planalto, contou com a presença do presidente Lula. Foram assinados contratos com empresas como a BTG Pactual TIG, gestora de investimentos florestais. Cartas de aprovação foram entregues aos grupos Systemica, Biomas, Courageous e RRG Soluções. As iniciativas combinam restauração ecológica e produtiva, manejo sustentável e sistemas agroflorestais com espécies nativas.
Juntas, as ações deverão restaurar mais de 65,6 mil hectares, gerar mais de 27 mil empregos verdes e plantar mais de 108 milhões de árvores nativas, com o objetivo de capturar milhões de toneladas de CO₂ e fortalecer o compromisso brasileiro com a neutralidade climática.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, ressaltou a parceria com o Ministério da Fazenda e o Tesouro Nacional.
“Em parceria estratégia com o Ministério da Fazendo, com o Tesouro Nacional e com o BNDES, nós dinamizamos o Fundo Clima e criamos o Eco Invest. Juntos, esses instrumentos vêm mobilizando mais de duas centenas de bilhões de reais em investimentos verdes, mostrando que o nosso setor empresarial está junto conosco, apostando na transformação ecológica e na construção de uma economia de baixo carbono sólida e rentável”, declarou Capobianco.
Projetos em Destaque
No Mato Grosso do Sul, a Camapuã Agropecuária, controlada pela BTG Pactual TIG, recebeu R$ 200 milhões para restaurar e proteger 49,4 mil hectares no Cerrado. O projeto prevê a captura de 36 milhões de créditos de carbono.
A Systemica, por meio da Triunfo do Xingu Restauração Ecológica Sociedade de Propósito Específico, obteve R$ 180 milhões do Fundo Clima para atuar na Concessão Florestal na Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX). O plano inclui o plantio de 1,5 milhão de mudas e o uso de 100 toneladas de sementes nativas.
O projeto Muçununga, com R$ 87,2 milhões do BNDES, será implementado pelos grupos Biomas e pela Carbon2Nature Brasil em áreas da Veracel Celulose. O projeto deve gerar 500 mil créditos de carbono em 40 anos e destaca-se pela biodiversidade, com o plantio de mais de 100 espécies em áreas que facilitarão conexões para espécies ameaçadas de extinção.
Em Rorainópolis, no sul de Roraima, o projeto da Courageous Land Roraima SPE S. implantará sistemas agroflorestais (SAF) em 2 mil hectares. O foco será na produção de café, açaí e madeireiras em áreas degradadas. Espera-se capturar 1 milhão de toneladas de CO₂ ao longo de 42 anos.
A RRG Soluções Baseadas na Natureza Ltda recebeu R$ 250 milhões para investir em 2,5 mil hectares na produção de cacau sustentável em áreas degradadas. Desses, 500 hectares ficarão em Teixeira de Freitas (BA) e 2 mil em Casa Nova (BA).
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