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O caso da morte do bebê Alisson Ruan Terto da Silva, de 1 ano e 2 meses, ocorrido em Caracaraí, agora é investigado como homicídio qualificado pela Polícia Civil de Roraima (PCRR). A mudança na linha de investigação ocorreu após o laudo médico-legal apontar duas graves lesões na cabeça da criança, com traumatismo craniano sendo a causa determinante da morte. O pai, R. S, de 29 anos, e a madrasta, A. F, de 18 anos, são os principais suspeitos e permanecem presos na Delegacia de Caracaraí.

Segundo a delegada Ariane Zanette, responsável pela investigação na Delegacia de Polícia de Caracaraí, o exame médico-legal trouxe novos elementos que modificaram a abordagem inicial. Além das lesões fatais na cabeça, o laudo identificou outras lesões no corpo da criança, incluindo traqueia, fígado, tórax, pernas e região íntima. Algumas marcas de unhas também foram encontradas em diversas partes do corpo.

Os exames periciais revelaram que as lesões apresentavam diferentes estágios de evolução, com algumas sendo recentes e outras já em processo de cicatrização.

Com base nos resultados periciais, a delegada alterou a tipificação penal. O casal, inicialmente preso em flagrante por maus-tratos com resultado morte, passa agora a ser investigado por homicídio qualificado. As qualificadoras incluem o meio cruel, o recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de a vítima ser menor de 14 anos, além das circunstâncias relacionadas à relação dos investigados com a criança.

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A delegada Ariane Zanette também apura a possibilidade de o caso configurar crime de tortura, com base no artigo 1º, inciso I, da Lei nº 9.455/1997, devido ao conjunto de lesões encontradas no corpo do bebê. Essa hipótese ainda está sob investigação.

O caso veio à tona após o casal levar a criança ao Posto de Saúde Nilza da Silva Souza, em Caracaraí, já sem vida. A equipe da unidade de saúde acionou a Polícia Militar, que registrou a ocorrência e encaminhou o relatório à Delegacia de Polícia de Caracaraí. A partir daí, a Polícia Civil iniciou as diligências que culminaram na prisão em flagrante do pai e da madrasta.

Em depoimento inicial, ambos negaram envolvimento na morte da criança e não souberam explicar o ocorrido. A conclusão do exame médico-legal e a identificação da causa da morte impulsionaram a investigação, que busca esclarecer a dinâmica dos fatos e a responsabilidade dos envolvidos.

A Polícia Civil segue realizando diligências para apurar integralmente as circunstâncias da morte e reunir provas para a responsabilização do casal, que permanece preso. A Audiência de Custódia está marcada para esta quinta-feira, 24.

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