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A instalação do Banco Vermelho em Boa Vista na última terça-feira (2/6), marca um novo passo na luta contra o feminicídio em Roraima. A iniciativa, que faz parte de um movimento nacional, visa conscientizar a população sobre a violência contra a mulher.

O projeto chegou ao estado por meio do Instituto A Moda é Viver (IAMV), fundado por Alda Araújo, com apoio de emenda parlamentar do ex-senador Mecias de Jesus. A ação contou com a parceria da Câmara Municipal de Boa Vista (CMBV) e da Procuradoria Municipal da Mulher.

O primeiro monumento foi fixado em frente à CMBV. Ao todo, Roraima receberá cinco Bancos Vermelhos, que serão instalados em municípios estratégicos do interior nos próximos meses para ampliar a mensagem de combate à violência de gênero.

Rede de proteção à mulher presente

A cerimônia de inauguração reuniu autoridades políticas e representantes das forças de segurança do estado. Entre os presentes estavam o presidente da CMBV, vereador Genilson Costa; a Procuradora Especial da Mulher da CMBV, Pastora Carla Demétrio; a fundadora do IAMV, Alda Araújo; e Darbilene de Jesus, esposa do ex-senador Mecias de Jesus.

Também participaram a Comandante Geral da Polícia Militar de Roraima, Coronel Valdeane Alves de Oliveira; a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Kássia Regina; a representante da Casa da Mulher Brasileira, Graça Policarpo; e a vice-presidente da OAB Roraima, Nathália Leitão.

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Simbolismo e informação contra feminicídio

Alda Araújo explicou que o Banco Vermelho transcende a estética urbana, com o propósito de salvar vidas por meio da informação.

“O Banco Vermelho não é apenas um lugar para sentar-se, ele é um grito silencioso no meio da cidade e nasce para homenagear as mulheres que, tragicamente, tiveram suas vozes caladas pelo feminicídio, mas também para estender a mão àquelas que estão sofrendo violência hoje. Queremos que, ao olhar para este banco na calçada, cada mulher saiba que ela não está sozinha e que existem caminhos e canais para buscar ajuda e romper o ciclo de abusos”, afirmou Alda Araújo.

O IAMV, organização social sem fins lucrativos fundada em Caracaraí, atua há anos em Roraima com ações sociais, culturais e educativas para famílias em vulnerabilidade.

Pintado de vermelho, o monumento exibe frases de impacto e informações sobre canais de denúncia, como o Ligue 180. A iniciativa busca homenagear vítimas, promover a reflexão social e acolher mulheres em situação de violência. A chegada do projeto a Roraima ocorre em um momento crítico, devido aos índices alarmantes de violência doméstica no estado. A união entre o terceiro setor, o legislativo e a polícia demonstra a necessidade de articulação coletiva no combate à violência contra a mulher.

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