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Estudo revela falhas no tratamento da asma no Brasil

Uma pesquisa realizada com aproximadamente 400 pacientes atendidos na rede pública de saúde brasileira aponta um cenário alarmante: 60% dos adultos com asma apresentam função pulmonar reduzida por conta de tratamentos inadequados. Entre as crianças, o índice chega a 33%.

O levantamento, conduzido pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, demonstra que o uso excessivo de bombinhas de resgate, sem o tratamento de manutenção correto, tem causado danos pulmonares que podem ser irreversíveis.

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Dano pulmonar não é revertido com medicação

O estudo mostrou que adultos com função pulmonar comprometida não tiveram melhora significativa mesmo após a aplicação de broncodilatadores durante exames de espirometria.

"Nosso estudo revela que tanto crianças quanto adultos iniciaram o teste de função pulmonar com capacidade abaixo do esperado", explica um pneumologista envolvido na pesquisa.

"Após o uso da medicação, um terço das crianças e a maioria dos adultos não conseguiram normalizar a função pulmonar, o que sugere danos irreversíveis devido à falta de tratamento adequado ao longo dos anos."

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Tratamento defasado ainda predomina

Atualmente, o tratamento recomendado para asma envolve o uso combinado de broncodilatadores de longa ação com anti-inflamatórios inalatórios. No entanto, muitas Unidades Básicas de Saúde continuam utilizando métodos focados apenas no alívio momentâneo das crises.

Cacique Raoni internado em Sinop com hérnia diafragmática

"É fundamental mudar esse paradigma", defende o especialista.

"Precisamos implementar estratégias preventivas atualizadas no SUS e conscientizar a população sobre a gravidade da doença a longo prazo."

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Impacto na qualidade de vida e produtividade

A falta de tratamento adequado afeta cerca de 20 milhões de brasileiros com asma. Nos últimos 12 meses, 60% dos pacientes analisados perderam dias de estudo ou trabalho devido à doença.

O absenteísmo atingiu mais de 80% das crianças e adolescentes e 50% dos adultos, comprometendo aprendizado e produtividade. Quase 70% dos participantes relataram três ou mais crises recentes, quase metade precisou de atendimento emergencial e 10% foram hospitalizados.

Segundo dados do Jornal Brasileiro de Pneumologia, a mortalidade por asma tem crescido no país, resultando em uma média de seis mortes diárias.

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Proposta de solução mais acessível

A pesquisa propõe a implementação de um dispositivo chamado Peak Flow nos hospitais do SUS. O aparelho mede o pico de fluxo expiratório dos pacientes e surge como alternativa viável à espirometria tradicional.

O dispositivo tem fácil manuseio e custa cerca de R$ 200, valor significativamente menor que os R$ 15 mil do exame completo tradicional. O projeto também busca melhorar o atendimento nas UBS por meio da educação continuada dos profissionais de saúde.

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