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A Polícia Civil do Estado de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Pacaraima, cumpriu na segunda-feira (20/7) a prisão preventiva de G. R, de 20 anos. Ele é investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra uma adolescente indígena de 13 anos, moradora da Comunidade Indígena Leão de Ouro, em Amajari. A vítima engravidou em decorrência da violência sexual.

As investigações começaram em junho, após o Conselho Tutelar de Amajari comunicar à Polícia Civil a denúncia. A vítima só revelou os fatos após descobrir a gravidez, o que motivou a atuação do conselho, o atendimento médico e o registro da ocorrência policial. O crime teria ocorrido em 18 de março. O suspeito, morador da mesma comunidade e conhecido da família, ameaçava a jovem de morte desde então.

Segundo o delegado titular de Pacaraima, Valdir Tomasi, a adolescente relatou que o suspeito a importunou quando ela o acompanhava no centro da comunidade. Ele tentou beijá-la e agarrá-la à força. Diante da resistência, G. teria dito que ela teria duas opções: manter relação sexual ou morrer. Em seguida, ele a conduziu para sua residência, onde praticou conjunção carnal mediante grave ameaça, mantendo-a sob intimidação para impedir a denúncia.

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A jovem permaneceu em silêncio por medo das ameaças. A gravidez foi confirmada após um teste de gravidez. A Polícia Civil reuniu elementos de prova, incluindo o Boletim de Ocorrência, o Relatório Informativo do Conselho Tutelar, depoimentos da vítima e de testemunhas, além do Laudo de Exame de Conjunção Carnal do Instituto de Medicina Legal (IML). O laudo constatou ruptura do hímen, confirmando a prática recente do ato sexual, e sinais de gestação, corroborando os relatos apresentados durante a investigação.

Diligências apontaram que o investigado procurou a vítima na comunidade mesmo após saber da gravidez e da investigação. Ele desferiu um tapa no rosto da adolescente, voltou a ameaçá-la de morte e, posteriormente, com uma espingarda, procurou informações sobre o paradeiro dela e de pessoas próximas. Esse comportamento evidenciou risco concreto de reiteração criminosa e intimidação da vítima e de testemunhas, segundo o delegado.

O pedido de prisão preventiva foi representado pelo delegado Valdir Tomasi e deferido pelo Juízo da Comarca de Pacaraima, com manifestação favorável do Ministério Público de Roraima. A decisão judicial considerou indícios suficientes da prática delitiva e autoria, além da necessidade da prisão para garantir a ordem pública, preservar a integridade da vítima e assegurar a aplicação da lei penal.

Após diligências, G. foi localizado e preso. Ele será apresentado nesta terça-feira (21/7) na Audiência de Custódia.

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