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A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas Organizadas (DRACO) anunciou nesta quinta-feira (18/6) um bloqueio judicial de R$ 429 milhões em contas e ativos financeiros. A ação, parte da Operação Rota do Norte, representa um dos maiores golpes financeiros contra a facção criminosa Tren de Aragua, atingindo diretamente o núcleo responsável pela movimentação, ocultação e lavagem de dinheiro de atividades ilícitas.

As investigações identificaram 34 pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema. O delegado titular da DRACO, Hugo Cardias, afirmou que a medida enfraquece a capacidade operacional do grupo "Esse bloqueio representa um duro golpe contra a facção criminosa, especialmente contra o seu braço financeiro. Essa estrutura era responsável por receber recursos provenientes do tráfico de drogas e do tráfico de armas, promovendo a ocultação e a lavagem desses valores para manter o funcionamento da organização" declarou Cardias.

O grupo utilizava empresas, contas bancárias e veículos de luxo para dissimular a origem dos recursos. A Operação Rota do Norte, que já cumpriu 13 mandados de prisão preventiva, é um desdobramento da Operação Kapok, iniciada em 2025. As diligências ocorrem em seis estados, incluindo Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

Operação em Bonfim apreende armas, munições, drogas e rádios comunicadores

Equipes apreenderam veículos de alto padrão, avaliados em cerca de R$ 1 milhão, além de drogas e armas. A operação contou com a colaboração das Polícias Civis dos estados envolvidos e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM).

Hugo Cardias ressaltou a importância da cooperação.

"A integração entre as Polícias Civis e o apoio da RENORCRIM (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas) foram fundamentais para o sucesso da operação. Esse trabalho conjunto fortalece o combate às organizações criminosas que atuam de forma interestadual e transnacional" disse o delegado.

A estratégia da Polícia Civil foca em atingir as fontes de financiamento das organizações, além das prisões, para impedir a manutenção de atividades ilícitas.

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