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Na área da saúde, o Hospital de Bonfim foi citado como exemplo. A unidade, que já estava em fase final de construção quando Sampaio assumiu o governo, foi entregue e hoje está em funcionamento.

"Pegamos o Hospital de Bonfim praticamente pronto e fizemos a entrega. Hoje ele está funcionando e atendendo a população", declarou.

O Hospital de Normandia também deve entrar em operação nos próximos dias, após a regularização do fornecimento de energia elétrica, que era clandestina.

Um bloco novo da maternidade Nossa Senhora de Nazareth, com mais de cinquenta leitos e unidades de terapia intensiva (UTI), está pronto há meses, mas não pôde ser entregue por falta de um projeto de subestação elétrica.

Ele informou que já iniciou tratativas com a concessionária Roraima Energia para uma solução emergencial.

Sampaio prometeu responsabilizar os gestores anteriores pelos problemas.

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"Vamos responsabilizar quem deixou obras pela metade ou entregou serviços incompletos. Será feita Tomada de Contas. Mas não podemos penalizar a população pelos erros dos gestores. Nosso compromisso é concluir essas estruturas e colocá-las para funcionar", afirmou.

Educação indígena em Roraima

O cenário na educação, especialmente nas comunidades indígenas, foi descrito como ainda mais preocupante. O governador relatou ter encontrado escolas inacabadas e abandonadas, com alunos assistindo aulas em condições precárias.

"Visitei várias comunidades indígenas e encontrei escolas inacabadas, abandonadas ou funcionando em condições extremamente precárias. Em alguns lugares retiraram os alunos das salas de aula e eles passaram a estudar debaixo de árvores ou em estruturas improvisadas", relatou.

A Secretaria Estadual de Educação, com apoio do Corpo de Bombeiros, iniciou um levantamento detalhado sobre a infraestrutura escolar. Dados preliminares indicam que cerca de 90% das escolas indígenas não possuem estrutura adequada ou apresentam condições muito ruins de funcionamento.

O diagnóstico servirá para definir um plano de recuperação, com prioridade para as regiões mais afetadas, em parceria com municípios e o governo federal.

O governador concluiu que o principal desafio da gestão é transformar obras inacabadas em serviços efetivos.

"Não adianta inaugurar prédio sem energia, escola sem condições de uso ou hospital sem funcionar. O que a população precisa é que essas estruturas estejam abertas, equipadas e prestando atendimento", disse.

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