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O Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), ligado à Secretaria Especial da Mulher (SEM) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), reforça a importância de identificar comportamentos abusivos em relacionamentos, especialmente no contexto do Dia dos Namorados. O programa oferece acolhimento, orientação jurídica e atendimento psicossocial a mulheres em situação de violência.

Especialistas alertam que atitudes como ciúmes excessivos, controle sobre a rotina e invasão de privacidade podem ser os primeiros sinais de um relacionamento abusivo. A psicóloga do Chame, Adria Almeida, destaca que esses comportamentos, muitas vezes disfarçados de cuidado, precisam ser reconhecidos desde o início para evitar a escalada para formas mais graves de violência.

A gravidade desses sinais é ilustrada pelo relato de Carla (nome fictício), que vivenciou um relacionamento abusivo marcado pelo controle do ex-companheiro.

“Eu não podia sair sozinha ou com as minhas amigas. Se eu saísse, a desculpa era que eu estava abandonando ele. Tentei me impor no começo, mas, com o tempo, essa reclamação começou a me afetar tanto que passei a me sentir ansiosa e culpada sempre que ficava longe dele”, relata.

Após o término, a perseguição continuou, com o ex-companheiro frequentando seu local de trabalho e enviando mensagens de números desconhecidos. A situação só foi resolvida com a aplicação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que garantiu uma medida protetiva de afastamento.

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A delegada adjunta da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Carla Paulain, reforça que a Lei Maria da Penha ampara mulheres vítimas de abusos por namorados, ex-companheiros ou mesmo por pessoas com quem tiveram um breve relacionamento.

“Mulheres que se sentem vítimas de abusos ou violência praticados por namorado, marido, ficante ou até mesmo por alguém com quem tiveram um breve relacionamento podem estar amparadas pela Lei Maria da Penha”, afirmou esclarece Carla Paulain.

A diretora da SEM, Glauci Gembro, detalha que a rede de proteção, que inclui o Chame e a DEAM, oferece atendimento especializado e encaminhamento para serviços necessários, como acompanhamento psicológico e grupos terapêuticos.

“Nós temos vários trabalhos voltados para as mulheres. Um desses meios é o Zap Chame, que funciona 24 horas por dia, atendendo pedidos de socorro e orientações. Também contamos com grupos terapêuticos onde essas mulheres recebem acompanhamento e apoio”, afirmou informa Glauci Gembro.

Os canais de apoio incluem o 190 da Polícia Militar, a Casa da Mulher Brasileira (95 98413-8952), o Chame (95 98402-0502) e o Zap Chame, que funciona 24 horas. O Chame está localizado na Avenida Santos Dumont, nº 1470, bairro Aparecida.

Canais de apoio

  • Polícia Militar: 190.
  • Casa da Mulher Brasileira: (95) 98413-8952.
  • Chame: (95) 98402-0502.
  • Zap Chame: 24 horas.

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