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O jurista Alexander Ladislau Menezes lançou o livro “O Abuso do Poder Religioso nas Eleições Presidenciais de 2022: o Impacto do Protagonismo Evangélico na Liberdade do Voto”. A obra foi apresentada nesta quarta-feira (27/5), durante o X Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral, em Curitiba.

A publicação aborda os limites da atuação religiosa na política e os impactos do protagonismo evangélico na liberdade de voto. O livro surge em um momento de forte repercussão no cenário político e jurídico nacional, com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçando o entendimento de que o uso de igrejas para promoção de candidaturas pode configurar abuso de poder político e econômico.

Entenda o caso

  • O TSE tem admitido o enquadramento de práticas religiosas em igrejas como abuso de poder político e econômico.
  • A Corte manteve cassações e inelegibilidades em Votorantim (SP) após considerar culto como palco de propaganda eleitoral.
  • A legislação eleitoral ainda não reconhece formalmente o “abuso de poder religioso” como categoria autônoma.

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Análise jurídica

A obra de Ladislau investiga quando a atuação de lideranças religiosas deixa de ser manifestação legítima de fé para se transformar em possível interferência indevida no processo democrático. A pesquisa parte de uma análise histórica do crescimento do movimento evangélico no Brasil, discute as lacunas da legislação eleitoral e os desafios enfrentados pela Justiça Eleitoral diante da crescente influência religiosa nas disputas políticas.

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Um estudo de caso no município de São Pedro dos Crentes (MA) demonstra como discursos religiosos podem impactar decisões eleitorais. Alexander Ladislau sustenta que a preservação da liberdade de voto é um dos pilares centrais do Estado Democrático de Direito e alerta para os riscos de violações dessa liberdade sob justificativas religiosas. O autor propõe caminhos para o aperfeiçoamento das normas eleitorais e da atuação institucional.

Mais do que uma análise acadêmica, o livro se insere em um dos debates mais sensíveis da atualidade: os limites entre religião, poder político e democracia em um Estado laico.

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