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O mercado imobiliário de Boa Vista registrou um crescimento excepcional no primeiro trimestre de 2026, alcançando um recorde histórico de vendas e movimentando R$ 206,4 milhões.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27/5) no 11º Censo do Mercado Imobiliário de Boa Vista, realizado pelo Sinduscon-RR em parceria com o Sebrae Roraima e a FIER, com levantamento da Brain Inteligência Estratégica. O estudo analisa o desempenho do setor, o comportamento do consumidor e as tendências da construção civil na capital.

O gestor da Brain Inteligência Estratégica, Anderson Gonçalves, destacou que o primeiro trimestre de 2026 consolida um novo momento para o mercado local.

“O quarto trimestre de 2025 já havia sido o melhor trimestre da nossa série histórica. Agora, no primeiro trimestre de 2026, tivemos o melhor início de ano já registrado. Foram mais de 1.500 unidades vendidas, mostrando que o mercado imobiliário de Boa Vista vem apresentando crescimento excepcional”, afirmou.

Crescimento em lançamentos e estoque

No segmento de lançamentos horizontais, o VGV saltou de R$ 47,9 milhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 192,1 milhões em 2026, um aumento de 300%. Foram lançadas 1.912 unidades nesse período. O estoque total de unidades horizontais em Boa Vista encerrou o trimestre com 2.237 unidades disponíveis.

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“Se o mercado continuar nessa velocidade tão significativa de vendas, em menos de um ano podemos zerar o nosso estoque. Isso significa que o setor já precisa começar a pensar em novos lançamentos para atender à demanda da cidade, porque senão, daqui uns dias, a gente não tem produto imobiliário dentro da cidade pra vender”, alertou Gonçalves.

Os loteamentos abertos lideram as vendas, com 86% das unidades lançadas e um ticket médio de R$ 126,5 mil. Loteamentos fechados somam 1.540 unidades, com ticket médio de R$ 413,2 mil. Casas em condomínio, apesar do maior ticket médio (R$ 490,7 mil), têm apenas 4 unidades em estoque.

O mercado horizontal possui 11.214 unidades lançadas, com 8.977 vendidas, representando uma absorção de 80,1% do total ofertado. Empreendimentos lançados até 2022 têm apenas 1,5% de oferta final, indicando forte absorção.

O presidente do Sinduscon-RR, Clerlânio Fernandes de Holanda, ressaltou a importância do censo como ferramenta de inteligência de mercado.

“Esse levantamento é muito mais do que números. Ele retrata a economia, as famílias, os investidores e a capacidade de crescimento da nossa cidade. Mesmo diante de desafios como juros elevados, custo do crédito, infraestrutura, segurança jurídica e déficit de mão de obra, a construção civil segue sendo um dos setores que mais gera emprego e renda no país”, declarou.

Holanda também comentou sobre o cenário político local, que, segundo ele, gera cautela.

“Naturalmente isso traz atenção e prudência para os investidores, mas a construção civil continua firme, acompanhando tudo com planejamento e acreditando no potencial de desenvolvimento do estado”, completou.

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