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A Companhia de Ópera de Roraima estreia mundialmente nesta quinta-feira (13/8), às 19h, a Fantópera “A Caipora, Ópera Buffa de Fantoches”. O espetáculo, com apoio da Prefeitura de Boa Vista, por meio da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC), será apresentado na Sala Roraimeira do Teatro Municipal de Boa Vista. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes da apresentação.

A obra é uma ópera cômica em dois atos, com música e libreto originais de Lilyane Lopes e Nickole Pineda. A proposta é valorizar as lendas e tradições populares, reforçando a mensagem de proteção à natureza. A sinopse já antecipa o conflito central:

“Na floresta vive a esperta Caipora, espírito maluco e guardiã da natureza, e também Yamê, seu amigo indígena nativo da região! Mas a paz acaba quando o terrível Capitão Virgulino Corta-Tudo resolve destruir a mata e os animais por pura diversão!”

As vozes dos personagens são de Bianka Tarolla (soprano, como Caipora), Juan Alexis (tenor, como Yamê) e Josenor Rocha (barítono, como Capitão Virgulino Corta-Tudo). A composição musical busca evocar os sons da floresta e a intensidade da narrativa, visando um maior envolvimento do público.

Lilyane Lopes, maestrina e diretora musical da companhia, detalha que a criação da ópera envolveu extensa pesquisa sobre a lenda da Caipora, rituais indígenas e manifestações culturais. Referências como o som de um chocalho e uma flauta pataxó, ouvidos em vídeos de rituais, foram incorporadas à obra.

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Nickole Pineda complementa sobre a influência musical:

“Na parte indígena, a gente também inseriu um ritmo inspirado na toada de boi-bumbá, que traz muito esse sentimento de pertencimento e de amor por aquilo que já fomos um dia, como aparece no Lamento do Yamê”

As marchas militares representam o Capitão Virgulino Corta-Tudo, o antagonista.

O espetáculo conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Ministério da Cultura/Governo Federal), patrocínio da Companhia de Ópera de São Paulo e da Melo Farma. O apoio local inclui a Prefeitura de Boa Vista (FETEC), o Teatro Municipal de Boa Vista, o Curso de Música da Universidade Federal de Roraima, o canal ENTREÓPERA e a Academia Amazonense de Música.

Juan Alexis, presidente e solista da Companhia de Ópera de Roraima, destaca a importância do evento:

“É um momento muito especial para nós, porque estamos apresentando ao mundo uma obra que nasceu em Roraima e que carrega a identidade amazônica. E esperamos que essa seja apenas a primeira de muitas fantóperas que ainda estão por vir. Como solista da ópera, me sinto honrado em fazer parte deste marco histórico roraimense e agora mundial”

Na sexta-feira, 14, a Companhia de Ópera de Roraima apresentará “La Serva Padrona”, de Giovanni Battista Pergolesi, também na Sala Roraimeira, às 20h. A ópera cômica narra a história de Serpina (Bianka Tarolla), que decide assumir o controle da casa e do coração de seu patrão, Uberto (Josenor Rocha), com a ajuda do criado Vespone (Juan Alexis).

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