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Um bombeiro militar da reserva, de 46 anos, foi preso em Boa Vista na última sexta-feira (31/7) sob suspeita de perseguição, violência psicológica, ameaça e tentativa de estupro contra a ex-companheira, de 29 anos. A prisão foi efetuada pela Polícia Civil de Roraima (PCRR) no bairro Raiar do Sol, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal da Comarca de Caracaraí.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Caracaraí e com parecer favorável do Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) apontam que o relacionamento do homem com a vítima era marcado por um ciclo de violência, incluindo controle, manipulação e humilhações. Segundo o delegado Bruno Gabriel, responsável pela investigação, o homem apresentava comportamento possessivo, acusava a ex-companheira de traição, a expulsava de casa e chegou a colocar seus pertences em sacos de lixo.

Após o término do relacionamento, no início de julho, o investigado intensificou as perseguições.

Entenda o caso

  • O homem tentou forçar a ex-companheira a manter relação sexual após ela ir ao seu apartamento para aplicar um medicamento hormonal.
  • Ele usava transferências via PIX com valores simbólicos (R$ 0,01 a R$ 5) para enviar ofensas, ameaças e xingamentos, mesmo após ser bloqueado nas redes sociais.
  • O investigado monitorava a rotina da vítima, comparecia a locais que ela frequentava e buscava informações sobre seus acompanhantes.
  • Um boletim de ocorrência de 2021, registrado por outra ex-companheira, relata violências semelhantes, incluindo ameaças com arma de fogo.

No dia 8 de julho, a vítima foi ao apartamento do ex-companheiro para aplicar um medicamento hormonal. Segundo a polícia, após a aplicação, ele insistiu para que ela ficasse, a beijou à força, a empurrou na cama e tentou o estupro. A vítima resistiu e conseguiu sair do imóvel. A ação foi realizada por policiais do Departamento de Operações Especiais (DOPES) e do Grupo de Resposta Tática (GRT), com apoio do Programa Brasil Contra o Crime, Operação Divisas, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e à Secretaria da Segurança Pública.

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O homem também utilizava transferências bancárias via PIX com valores simbólicos, como R$ 0,01, R$ 1, R$ 2 e R$ 5, inserindo ofensas, ameaças e xingamentos no campo destinado à descrição da operação, obrigando a vítima a visualizar as mensagens mesmo após os bloqueios. Ele monitorava a rotina dela, comparecia a locais frequentados pela ex-companheira e buscava informações sobre seus horários e acompanhantes, inclusive em grupos de corrida.

Um boletim de ocorrência registrado em 2021 por outra ex-companheira do investigado, com relatos de violência psicológica, perseguições e chantagens emocionais semelhantes, foi anexado ao inquérito. Na época, ela relatou ameaças de suicídio e intimidação com arma de fogo, mas não representou criminalmente.

A Justiça determinou a suspensão da posse e do porte de arma de fogo do investigado e manteve o processo em segredo de justiça para preservar a intimidade da vítima.

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