Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para a redação
Boa Vista registrou 58 milímetros de chuva em apenas seis horas durante a madrugada desta terça-feira, 12 de maio. O volume médio acumulado foi medido pela Defesa Civil Municipal por meio dos pluviômetros do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia, a média histórica de chuva para maio na capital roraimense é de 347 milímetros, o que significa que o volume registrado em poucas horas representa praticamente o esperado para uma semana inteira.
As áreas mais atingidas foram os bairros Silvio Botelho e Pintolândia, onde a precipitação chegou a 78 milímetros. O coordenador da Defesa Civil Municipal, Jander Cleyton de Medeiros, emitiu alertas específicos para a população. Ele pediu que os moradores evitem trafegar por ruas alagadas e mantenham atenção redobrada em locais próximos a igarapés. Em caso de ventos fortes, a recomendação é não se abrigar debaixo de árvores devido ao risco de quedas e descargas elétricas.
Medeiros também orientou sobre o uso de aparelhos eletrônicos durante tempestades. Ele destacou a importância de evitar equipamentos conectados à tomada em situações de risco. Para emergências, o coordenador reforçou que a população deve acionar imediatamente a Central 156, canal mantido pela prefeitura para atendimento de ocorrências relacionadas a chuvas e outros eventos climáticos.
Serviços de limpeza preventiva.
As equipes da Prefeitura de Boa Vista intensificaram os serviços diários de limpeza e manutenção em diversos pontos da cidade após o temporal. As ações incluem remoção de resíduos em bocas de lobo, canais de escoamento, valas, igarapés e margens de rios, além de roçagem em ruas e avenidas da capital. O trabalho preventivo busca minimizar os impactos das chuvas que devem continuar durante o período úmido em Roraima.
Entre setembro do ano passado e abril deste ano, a Secretaria Municipal de Conservação Pública executou serviços de intervenção em mais de 2.600 bocas de lobo. A pasta também realizou 68 manutenções em sistemas de drenagem, 204 substituições de grelhas, mais de 150 sucções de sumidouros e 43 trocas de tampas de poço de visita. Os números demonstram a escala dos trabalhos de infraestrutura urbana necessários para enfrentar o período chuvoso na cidade.
Na manhã desta terça-feira, as equipes municipais atuaram na rua Francisco Custódio de Andrade, no bairro Asa Branca. No local, foi identificado novamente descarte irregular de lixo com grandes volumes de resíduos. Entre os materiais encontrados estavam galhadas, sacolas plásticas, entulhos e até peças de televisão descartadas de forma inadequada.
Problema do descarte irregular.
O secretário municipal de Conservação Pública, Daniel Lima, fez um apelo direto à população sobre a necessidade de colaboração. Ele afirmou que as equipes reforçam diariamente os serviços de limpeza e manutenção para minimizar os impactos causados pelas chuvas, mas destacou que é fundamental que a população também faça sua parte. Lima classificou o descarte irregular de lixo em vias públicas como uma prática proibida que provoca sérios prejuízos, principalmente durante o período chuvoso.
O secretário explicou que o acúmulo de resíduos em bocas de lobo e sistemas de drenagem aumenta significativamente o risco de alagamentos quando ocorrem chuvas intensas. Materiais como plásticos, galhos e entulhos obstruem a passagem da água, fazendo com que o escoamento natural seja comprometido. Isso resulta em inundações que afetam vias públicas, residências e comércios em diferentes regiões da cidade.
Daniel Lima pediu que a população colabore denunciando situações de descarte irregular por meio da Central 156. Ele enfatizou que as denúncias são essenciais para que as equipes da prefeitura possam agir rapidamente e remover os resíduos antes que causem problemas maiores durante as chuvas. O sistema permite que os moradores relatem pontos críticos onde o acúmulo de lixo representa risco de alagamento.
Roraima enfrenta um período chuvoso que tradicionalmente se estende de abril a setembro, com picos de precipitação entre maio e julho. Boa Vista, capital do estado fronteiriço com Venezuela e Guiana, possui 15 municípios em seu entorno regional. A cidade tem desenvolvido nos últimos anos estratégias de prevenção contra alagamentos, considerando sua topografia plana e a presença de igarapés que cortam a área urbana.
Wandilson Prata, técnico da Secretaria Municipal de Conservação Pública, acompanhou as ações de limpeza nesta terça-feira. Ele destacou que o trabalho preventivo é constante, mas que a conscientização da população sobre o descarte adequado de resíduos representa um desafio permanente para a gestão municipal. Prata afirmou que as equipes seguem monitorando pontos críticos onde o descarte irregular é recorrente, mesmo após ações de limpeza e fiscalização.
Comentários (0)
Entre na sua conta para comentar.
EntrarCarregando comentários…








