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A prioridade na educação para mais da metade dos roraimenses é garantir que todas as crianças sejam alfabetizadas na idade certa. Segundo pesquisa do Instituto IDEIA, 51% dos moradores do estado defendem essa meta educacional, ficando atrás apenas da melhoria salarial e das condições de trabalho dos professores, apontada por 55% dos entrevistados.
O levantamento, encomendado por um conjunto de fundações e institutos, ouviu 500 pessoas com 16 anos ou mais em Roraima entre 22 e 29 de junho de 2026.
Confiança na alfabetização universal
Sete em cada dez roraimenses, o que representa 71% dos entrevistados, acreditam ser viável que todas as crianças sejam alfabetizadas, independentemente de sua origem socioeconômica ou raça. A maioria da população entende que a origem da criança não deve ser um obstáculo para o aprendizado.
Além disso, a percepção sobre o que significa estar alfabetizado é mais ampla. Apenas 26% concordam que uma criança capaz de ler palavras e escrever frases simples já está alfabetizada, mesmo com dificuldades de compreensão. Para 51%, essa definição é insuficiente.
Desafio na aprendizagem
Apesar de a alfabetização ser vista como prioridade, a avaliação sobre o ritmo de aprendizado atual revela um desafio. Somente 16% dos roraimenses concordam que os estudantes estão aprendendo a ler e escrever no tempo esperado, enquanto 49% discordam. O Indicador Criança Alfabetizada (ICA) de 2025 aponta que 57% das crianças no 2º ano do Ensino Fundamental no estado estavam alfabetizadas.
"Embora a alfabetização seja uma prioridade para a população, ainda é preciso avançar para garantir que todas as crianças aprendam na idade adequada. Para isso, é fundamental fortalecer a implementação das políticas de alfabetização, com estratégias capazes de responder aos desafios de cada rede de ensino e assegurar que todas as crianças desenvolvam as habilidades necessárias para continuar aprendendo e ampliar suas oportunidades ao longo da vida", afirmou Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann.
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