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Roraima registrou uma queda de 22,8% na taxa de homicídios entre 2023 e 2024, conforme o Atlas da Violência 2026. O índice caiu de 36 para 27,8 mortes por 100 mil habitantes no período. A redução na taxa estimada de homicídios foi de 16,5% no mesmo intervalo, e de 39,3% na comparação com 2019.

O levantamento, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), é acompanhado pelo Governo de Roraima para a formulação de políticas públicas. A Polícia Civil de Roraima (PCRR) atua na apuração de crimes violentos, identificação de suspeitos e cumprimento de medidas judiciais.

Investigação e Cumprimento de Mandados

Dados da Delegacia Geral de Homicídios (DGH) indicam que em 2024 foram cumpridos 16 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão. Em 2025, os números subiram para 34 de prisão e 74 de busca e apreensão. Até agosto de 2026, foram 34 mandados de prisão e 54 de busca e apreensão.

No mesmo período, a unidade registrou 95 homicídios em 2024, 104 em 2025 e 63 em 2026. A DGH mantém uma equipe de plantão 24 horas para realizar diligências iniciais em ocorrências como homicídios, feminicídios e latrocínios, incluindo levantamento de informações, preservação do local, coleta de vestígios e trabalho conjunto com as equipes de perícia.

Segundo o delegado da DGH, Thiago Alexandre, a investigação prossegue com a análise de elementos reunidos no local do crime e provas técnicas, em integração com o Ministério Público e o Poder Judiciário.

“As diligências iniciais são fundamentais para identificar o suposto autor e, principalmente, para produzir provas técnicas e robustas”, disse.

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A atuação da DGH é integrada com unidades como a Delegacia de Repressão ao Entorpecente (DRE) e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), especialmente em casos com indícios de participação de organizações criminosas, podendo resultar em bloqueios de ativos e apreensões.

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Análise de Dados e Tecnologia

No Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a DGH e a Draco atuam de forma complementar. Enquanto a DGH investiga crimes violentos letais, a Draco apura crimes relacionados a organizações criminosas.

A diretora do DHPP, Miriam Di Manso, afirmou que o cruzamento de indicadores de homicídios com informações sobre grupos criminosos permite identificar padrões.

“Os indicadores são um incentivo para a continuidade do trabalho que a Polícia Civil vem realizando. Eles nos permitem estudar o fenômeno dos homicídios, entender como os crimes acontecem e, a partir de uma investigação qualificada, identificar a motivação e verificar se o autor está inserido em uma estrutura criminosa”, declarou.

Servidores da DGH participam de capacitações em técnicas de investigação. Nos últimos três meses, uma força-tarefa analisou mais de 300 inquéritos policiais, com mais de 120 finalizados. A Criminalística também utiliza recursos tecnológicos, como um banco de dados balístico, que neste ano relacionou cinco homicídios ao uso da mesma arma de fogo.

A capital Boa Vista também registrou queda na taxa de homicídios, com 20,4 mortes por 100 mil habitantes em 2024, uma redução de 36,1% em relação ao ano anterior e de 53,4% em comparação com 2019. O índice ficou abaixo da média nacional de 26,6 homicídios por 100 mil habitantes entre as capitais.

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