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Pacientes com câncer em Roraima agora têm acesso ao primeiro acelerador linear para radioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O equipamento, instalado no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, representa um avanço significativo, pois garante que o tratamento oncológico seja oferecido em todas as unidades da federação. A nova estrutura tem potencial para beneficiar até 739 mil habitantes dos 15 municípios do estado, com capacidade para atender cerca de 500 pacientes anualmente.
O centro radioterápico recebeu um investimento de R$ 17 milhões do Ministério da Saúde. A iniciativa permite que os pacientes realizem o tratamento mais perto de suas casas, evitando longas viagens para outras regiões, como Amazonas e São Paulo, que antes eram necessárias para o acesso a esse tipo de procedimento.
A radioterapia, que utiliza radiação para combater tumores preservando tecidos saudáveis, é uma das principais modalidades de tratamento contra o câncer. A Lei do Agora Tem Especialistas prevê prioridade na assistência a pacientes oncológicos na rede pública.
“Hoje é um marco para Roraima. O paciente que precisar de cirurgia, quimioterapia e, agora, também de radioterapia vai poder contar com esse cuidado integrado dentro do próprio estado, perto de casa e da família. E isso faz toda a diferença, porque o tratamento do câncer não envolve só o paciente, mas também toda a família que acompanha esse processo”, destacou a diretora de Programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, do Ministério da Saúde.
Fortalecimento da rede nacional
O serviço em Roraima faz parte de um esforço contínuo do Ministério da Saúde para expandir a rede pública de radioterapia em todo o país. Entre 2023 e 2026, foram destinados 105 aceleradores lineares, com 55 já entregues a estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Piauí, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amapá. A meta é alcançar 70 equipamentos entregues até o final de 2026.
Assistência oncológica completa
O SUS oferece assistência integral e gratuita às pessoas com câncer, desde o diagnóstico com consultas, exames e biópsias, até o tratamento, reabilitação e cuidados paliativos. O leque de opções inclui cirurgias, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, terapias-alvo, imunoterapia e transplante de medula óssea, além de internações e apoio multiprofissional para garantir a qualidade de vida.
Para agilizar o processo, o Ministério da Saúde implementa novas tecnologias, como o Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer, que utiliza patologia digital para acelerar a análise de amostras e a emissão de laudos. Essa iniciativa, que beneficiou mais de 24 mil pacientes em 2026, reduziu o tempo médio de resultados de cerca de 30 dias para oito dias.
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