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Mais de duas toneladas de tambaqui foram retiradas nesta quarta-feira (30) na Comunidade Indígena Truaru da Cabeceira, em Boa Vista. A despesca marca o fim de mais um ciclo do projeto de piscicultura Moro-Morí uma iniciativa da Prefeitura de Boa Vista que visa fortalecer a segurança alimentar e gerar renda nas comunidades indígenas.
O projeto, que teve início há cerca de 11 meses com 740 alevinos, já rendeu mais de duas toneladas de peixes na comunidade. O prefeito Marcelo Zeitoune acompanhou a ação, que envolveu toda a comunidade e a Escola Indígena Vicente André da Silva.
Kennedy Ângelo Amandes, 2º Tuxaua da Truaru da Cabeceira, destacou a importância da iniciativa.
“Essa é uma iniciativa muito boa. Estamos gratos por esse momento. Os membros da comunidade trabalham juntos nesse projeto, que nos ajuda bastante, garantindo a sustento das nossas famílias e também de outras comunidades. É um incentivo muito bom da prefeitura e nossa ideia é continuar”, afirmou.
Parte dos peixes será destinada ao consumo das famílias da comunidade, enquanto outra parte será comercializada, promovendo geração de renda. O projeto Moro-Morí, implantado em 2023, já atende 16 das 17 comunidades indígenas de Boa Vista e produziu cerca de 16 toneladas de peixes até o momento.
O trabalho envolve a preparação dos tanques, tratamento da água, acompanhamento do desenvolvimento dos animais, biometria mensal, assistência técnica e capacitação.
“Esse é um trabalho que foi desenvolvido, justamente, para melhorar a qualidade nutricional da alimentação das famílias das comunidades. Parte desses peixes serão consumidos e o restante será vendido para reinvestimento. Desde o início, a prefeitura presta assistência, com escavação do tanque e fornecimento dos materiais necessários para a condução da atividade”, explicou o secretário municipal de agricultura e assuntos indígenas, Cezar Rivas.
Moro-Morí já produziu 16 toneladas
O projeto de Piscicultura Moro-Morí, iniciado em 2023, já beneficiou 16 comunidades indígenas em Boa Vista. Locais como Ilha, Serra da Moça, Darôra, Campo Alegre, Vista Alegre e Lago Grande já realizaram suas despesascas, totalizando aproximadamente 16 toneladas de peixes produzidos.
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