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A Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) fortalece as políticas de prevenção e diagnóstico do câncer de mama com um conjunto de leis que ampliam o acesso das mulheres a exames, tratamento e acolhimento. As medidas ganham destaque durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre a importância dos cuidados preventivos.

Entre as principais normas está a Lei Ordinária nº 1.891/2023, que instituiu o Programa de Apoio à Saúde da Mulher e prevê a realização de mamografia em até 30 dias após a solicitação médica. A Lei nº 1.863/2023 estabeleceu a Política Estadual de Prevenção, Detecção Precoce e Início de Tratamento do Câncer de Mama, visando organizar e fortalecer a assistência às pacientes em Roraima.

Outras leis incluem a dispensa de atividades para a realização de exames preventivos (Lei nº 1.379/2020), a oferta de mamografias em equipamentos adaptados para mulheres com deficiência (Lei nº 1.596/2021), e procedimentos para cirurgia plástica reparadora da mama pela rede estadual de saúde após mutilação por câncer (Lei nº 1.289/2018). A Lei nº 1.353/2019 assegura o direito à informação sobre a possibilidade de reconstrução mamária, e a Lei nº 1.798/2023 incentiva a doação de cabelos para pacientes em tratamento oncológico.

Ações de prevenção e apoio

A diretora da Secretaria Especial da Mulher, Glauci Gembro, destaca as ações de orientação e prevenção, incluindo o uso da carreta da mulher em diferentes regiões do estado.

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A secretaria também oferece apoio com distribuição de lenços e perucas para pacientes em tratamento.

O Centro de Referência de Saúde da Mulher, segundo a diretora técnica Renatta Azevedo, realiza cerca de 24 atendimentos clínicos e 44 mamografias por dia. A unidade oferece acolhimento, orientações e consultas, solicitando exames complementares quando necessário. A recomendação é que as mulheres mantenham o acompanhamento de saúde e procurem atendimento diante de qualquer alteração nas mamas.

A história de Salete Mendes Macedo, 62 anos, diagnosticada com câncer de mama aos 58 após uma mamografia de rotina, serve de incentivo. Em remissão há quatro anos, ela relata a dificuldade do diagnóstico e tratamento.

“Eu perdi todo meu cabelo, mas chorei mais quando falaram que iam retirar minha mama. Para mim, parecia que estavam tirando um pedaço que não ia voltar mais”, lembrou Salete sobre o período em que passou por quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

A conscientização sobre o autoexame e a busca por atendimento médico são cruciais. Nódulos, endurecimento, mudanças no formato ou tamanho das mamas, retração da pele ou do mamilo, secreção e alterações na pele são sinais que precisam de avaliação profissional. O autoexame não substitui a mamografia nem a avaliação clínica, conforme orientaçãa médica.

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