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As inscrições para a sexta edição do Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares (LUPPA) foram prorrogadas até 16 de novembro, às 23h59. A iniciativa, considerada o maior laboratório de políticas públicas alimentares do mundo, é uma parceria do Instituto Comida do Amanhã com o ICLEI América do Sul. O programa selecionará até dez novas cidades brasileiras para apoiar o fortalecimento de políticas voltadas à segurança alimentar e nutricional.

Como parte do compromisso com a diversidade territorial, o edital reserva 40% das vagas para cidades da Amazônia Legal. Ou seja, quatro das dez vagas previstas são destinadas a municípios da região, ampliando a participação de territórios com diferentes realidades e desafios relacionados aos sistemas alimentares. A seleção também considera a diversidade territorial entre as cidades participantes e prevê como diferenciais municípios que possuam territórios de comunidades tradicionais, como quilombolas, indígenas e caiçaras.

“Chegar à 6ª edição do LUPPA é uma oportunidade de seguir fortalecendo uma rede de municípios que reconhecem a importância de olhar para os sistemas alimentares de forma integrada e sistêmica. A cada edição, aprendemos com as diferentes realidades e experiências das cidades e aprimoramos nossa forma de apoiar a construção de políticas públicas mais articuladas, sustentáveis e conectadas às necessidades dos territórios. Esta edição é um convite para que mais municípios façam parte dessa construção coletiva e compartilhem conosco e entre si seus desafios, experiências e caminhos para transformar os sistemas alimentares locais”, comentou Maria Eduardo Lemos, analista de políticas públicas do Comida do Amanhã.

Atualmente, o LUPPA reúne mais de 70 municípios em uma rede de aprendizagem, intercâmbio e cooperação técnica. O novo prazo amplia a oportunidade para que cidades de diferentes regiões do país participem da seleção, especialmente aquelas localizadas na Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão), que terão prioridade na composição da nova turma.

As cidades selecionadas participarão de uma jornada de aprendizagem e apoio técnico ao longo de 2027. A programação inclui oficinas, seminários temáticos, ferramentas de diagnóstico, acesso a bases de dados e publicações técnicas, além de intercâmbio com outros municípios. Haverá também mentorias com cidades e instituições que já avançaram na construção de políticas alimentares e acompanhamento das equipes municipais.

Um dos principais momentos da programação será o LUPPA LAB, encontro nacional previsto para o primeiro semestre de 2027. A atividade terá duração de cinco dias e poderá reunir ações de compartilhamento de experiências, visitas técnicas, apoio metodológico, debates e dinâmicas facilitadas.

“A diversidade da rede LUPPA e a conexão que ela possibilita aos participantes é um benefício enorme do programa, e sua longevidade atesta seu sucesso. Ao longo desses seis ciclos, o LUPPA vem promovendo inovação, intercâmbio e aprendizagem coletiva, aproximando municípios com diferentes realidades e experiências. Essa rede é fundamental para fortalecer políticas públicas mais resilientes, sustentáveis e conectadas aos territórios, ampliando a capacidade das cidades de enfrentar os desafios dos sistemas alimentares e construir soluções de forma colaborativa”, afirma Rodrigo Perpétuo, secretário-executivo do ICLEI América do Sul.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2024,24,2% dos domicílios brasileiros estavam em situação de insegurança alimentar, o equivalente a 18,9 milhões de domicílios. O percentual representa uma redução em relação aos 27,6% registrados em 2023.

Para participar, é necessário preencher o formulário de inscrição e enviar uma carta de compromisso assinada pelo prefeito(a) ou vice-prefeito(a). A candidatura também deve indicar, no mínimo, dois pontos focais técnicos de secretarias municipais distintas, que tenham disponibilidade para acompanhar as atividades do LUPPA. O município deverá apresentar informações sobre a estrutura local dedicada às ações relacionadas aos sistemas alimentares, incluindo departamentos ou secretarias, equipes, orçamento anual e marcos legais ou planos de ação relacionados ao tema. O edital prevê ainda a indicação de uma representação da sociedade civil por meio de Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional ou estrutura equivalente.

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