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O projeto Cabelos de Prata, da Prefeitura de Boa Vista, celebrou o Dia Internacional do Idoso nesta quinta-feira (1º), promovendo atividades de dança, cultura e socialização para seus mais de 1.300 integrantes. A iniciativa, que visa fortalecer vínculos e oferecer um novo sentido à vida na terceira idade, tem como objetivo combater o isolamento e a depressão.

Instituído em 2001 e regulamentado pela Lei Municipal nº 843, de 21 de março de 2006, o programa da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SEMADS) acolhe pessoas a partir de 60 anos. Atualmente, o Cabelos de Prata reúne 1.379 participantes em diversos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) espalhados pela cidade.

O projeto também tem sido palco de novos relacionamentos. Segundo a secretária, muitos viúvos e viúvas se conhecem no Cabelos de Prata e recomeçam suas vidas amorosas, o que contribui para o fortalecimento da autoestima e da autonomia.

“Temos muitos viúvos e viúvas que se conhecem no projeto e se casam novamente. Também desenvolvem suas habilidades e continuam com uma vida ativa e participativa. E talvez seja esse um dos resultados mais importantes do Cabelos de Prata, um sentimento de pertencimento em que um idoso encontra um lugar onde é acolhido, cria vínculos e sua presença é percebida”, explicou.

Amor na melhor idade

Um exemplo desses recomeços é o casal Maria da Luz e Bernardo Valdir, ambos participantes do CRAS Pintolândia. Eles se conheceram há um ano e cinco meses durante os ensaios para o Boa Vista Junina. Dona Maria da Luz, 74 anos, participa do projeto há 15 anos e foi convidada por uma amiga.

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“Eu dizia para ela que não tinha idade ainda. Daí, quando eu completei 60 anos, eu comecei a ir e gostei muito. A gente se distrai com as pessoas, essa convivência com novos amigos. É muito bom para a saúde e para a mente”, relatou.

Bernardo Valdir, 77 anos, mora em Boa Vista há 26 anos e participa do Cabelos de Prata há cinco. Ele conheceu Maria da Luz após ficar viúvo.

“A convidei para passear numa praça no Nova Cidade. Não deu nem três dias e já estávamos juntos”, completou.

Bernardo descreveu a relação com Maria da Luz como muito positiva.

“Quando eu cheguei no projeto, eu tinha uma esposa, mas pouco tempo depois, ela faleceu e fiquei sozinho. Depois de três anos aqui, conheci outra pessoa, mas não foi ‘pra frente’. Aí conheci a Maria. Estamos muito bem e tranquilos. É uma excelente parceira e estou muito feliz ao lado dela. Só tenho a agradecer a Deus por proporcionar isso na minha vida”, disse.

Maria da Luz também expressou sua felicidade com o relacionamento.

“O tempo passa ligeiro. Ele é muito amigo, companheiro e nos damos muito bem. É uma coisa que eu não esperava, ainda mais na idade que eu estou. Foi assim muito rápido, mas é bom estar com uma pessoa boa, de caráter e que não me dá trabalho. É um homem que está sempre presente”, afirmou.

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