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Um homem de 37 anos, identificado como J. F, foi preso pela Polícia Civil de Roraima (PCRR) no município de Cantá, no último sábado (10/10). Ele foi condenado a 22 anos e três meses de reclusão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável contra a própria sobrinha, que tinha 10 anos na época dos abusos, ocorridos em 2019.
A prisão atende a um mandado expedido pela Vara de Crimes contra Vulneráveis do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), após condenação definitiva. A ação foi coordenada pelo delegado titular da Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), Vinicius Souza, que liderou as diligências para localizar o foragido.
Segundo o processo, o condenado se aproveitava da relação de tio e da ausência de outros familiares para praticar os abusos. Os crimes ocorriam tanto em casa quanto em passeios, como idas ao supermercado. Em uma das situações mais graves, o homem chegou a enforcar a criança até que ela perdesse a consciência para, em seguida, cometer o estupro.
Os abusos vieram à tona após o Conselho Tutelar de Cantá ser acionado por uma denúncia anônima e pela própria vítima, que começou a se automutilar. A menina relatou ainda ter sofrido ameaças de morte, assim como seus familiares, para que não revelasse os crimes.
Em agosto de 2022, o Ministério Público de Roraima (MPRR) formalizou a denúncia contra J. por estupro de vulnerável em continuidade delitiva. A condenação transitada em julgado resultou na expedição do mandado de prisão, cumprido neste fim de semana.
Após a captura, o homem foi levado à unidade policial para os procedimentos legais e apresentado à audiência de custódia. Em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional para o início do cumprimento da pena.
Prisão após denúncia
A investigação que levou à prisão do condenado teve início com a comunicação do Conselho Tutelar de Cantá à mãe da vítima. O órgão relatou que a menina apresentava sinais de automutilação e que havia recebido uma denúncia anônima sobre os abusos sexuais. A vítima, além de relatar os detalhes dos crimes, informou ter sido ameaçada de morte, assim como seus familiares, para garantir seu silêncio.
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