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O quarto Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) ocorrerá de 3 a 5 de novembro em Manaus, reunindo empreendedores de toda a região Norte. O evento, com o tema “O futuro aponta para o Norte”, busca promover uma Nova Economia da Amazônia que não se limite à exportação de matéria-prima, mas que gere riqueza e a mantenha nos territórios.

O festival visa aproximar investidores, empreendedores, pesquisadores e lideranças comunitárias, com o objetivo de ampliar o protagonismo de quem vive e produz na região. A proposta é que povos indígenas e comunidades tradicionais tenham participação ativa nas decisões e na condução dos negócios, indo além do papel de meros fornecedores de produtos ou participantes de consultas.

“Eu diria que o FIINSA trabalha nessa temática trazendo os autores certos para as conversas certas. Quando a gente acredita muito em uma discussão mais horizontalizada, ao invés de ter uma regra comum”, explicou Juliana Teles, cofundadora do Impact Hub Manaus e da Azô Capital de Impacto, e coidealizadora do FIINSA.

Comunidades nas decisões

Para Marcus Bessa, cofundador do Impact Hub Manaus e coidealizador do FIINSA, a participação de povos indígenas e comunidades tradicionais precisa ser fundamental desde a formulação das propostas até a execução dos projetos. Ele destaca que já existem negócios liderados por essas populações, e o desafio é criar condições para que avancem e novas iniciativas surjam.

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A edição de 2026 do festival terá a trilha “Enraizar”, dedicada aos negócios comunitários, reunindo experiências de associações, cooperativas, coletivos de produtores e empreendedores indígenas, quilombolas e ribeirinhos.

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Do território para o mercado

Criado em 2018, o FIINSA já realizou três edições em Manaus e uma especial durante a COP30 em Belém. A edição de 2026 aprofundará a conexão entre negócios e território, com seis trilhas: Enraizar, Escalar, Regenerar, Inovar, Estruturar e Encantar. Essas trilhas abrangerão negócios comunitários, empreendimentos de impacto, clima, serviços ambientais, tecnologia, políticas públicas, economia criativa, turismo e cultura, com o objetivo de funcionar como um ambiente de conexões para negócios e investimentos.

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