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Alunos do 8º ano do Colégio Estadual Militarizado Professora Wanda David Aguiar (CEM XI), no bairro Raiar do Sol, iniciaram nesta quarta-feira (7/10) uma imersão de três dias com o programa Descomplica, da Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR). O objetivo é orientar 22 estudantes sobre bullying, respeito e conflitos escolares.
As atividades, conduzidas pela Câmara de Conciliação da DPE-RR com apoio de psicólogos e assistentes sociais, visam estimular uma cultura de paz. Em formato de roda de conversa, os jovens discutem identidades, sentimentos, autoestima e experiências vivenciadas dentro e fora da escola.
O estudante Hugo Laurena Lima, de 14 anos, explicou como identificar quando uma brincadeira se torna prejudicial.
“A partir de quando a gente vê a expressão do aluno ou da pessoa que está sofrendo uma brincadeira que ela não gosta, a gente consegue ver a expressão física do rosto dela, quando ela se sente muito triste ou quando ela acaba, depois da brincadeira, se sentindo um pouco mais excluída, sem querer conversar”, relatou.
Lima, que já vivenciou bullying verbal e físico e defendeu colegas em situações semelhantes, acredita que o projeto Descomplica pode auxiliar os próprios alunos a aplicarem o aprendizado no dia a dia.
“O projeto Descomplica vai ajudar no momento de ajudar o próximo. A minha expectativa é aprender mais do que eu sei para poder usar na prática fora das salas de aula, que a gente precisa muito hoje em dia”, disse.
O professor de inglês Bruno Mercedes destacou a importância de iniciativas como essa, especialmente diante da influência da internet no comportamento dos jovens.
“São alunos que são muito jovens, eles acabam copiando alguns modelos de comportamento da internet. Às vezes essas conversas não acontecem em casa. Então, quando o aluno expõe isso para a gente, ele se abre para um novo horizonte, consegue abrir a mentalidade dele. Essas rodas de conversa são essenciais, importantíssimas”, afirmou.
A assistente social da DPE-RR, Tassiana Portela, explicou que o programa Descomplica oferece ferramentas para lidar com conflitos antes que se agravem.
“O programa Descomplica busca colocar em prática uma função institucional da Defensoria Pública, que é trabalhar a educação em direitos na sociedade. É uma ferramenta para a vida, uma construção de uma postura mediadora para a vida, para que esses jovens possam refletir sobre como eu posso me posicionar diante de problemas, diante de conflitos, tanto na minha escola como na minha vida pessoal. Eles estão numa fase de construção de personalidade, então é um momento muito oportuno para a gente trabalhar sobre isso”, destacou.
O programa Descomplica é voltado a alunos e educadores da rede pública estadual, incluindo escolas da capital, do interior e de comunidades indígenas. Até o momento, seis escolas já foram contempladas com a oficina, que tem carga horária de 12 horas e concede certificado de participação aos estudantes.
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