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A Justiça de Roraima concedeu liberdade provisória ao candidato o deputado federal Daniel Trindade (PL), preso na sexta-feira (25) durante a Operação Cunhambebe, da Polícia Federal. A decisão foi anunciada na audiência de custódia realizada neste sábado (26).
Trindade deverá pagar fiança de R$ 10 mil e comparecer a cada dois meses em juízo para continuar respondendo em liberdade. O juízo rejeitou o pedido de prisão preventiva.
A defesa do candidato, representada pelo advogado Samuel Almeida Costa, reiterou a inocência de Daniel Trindade e afirmou que ele continuará colaborando com as investigações.
"A defesa recebe a decisão com serenidade, reafirma sua confiança na Justiça e sustenta a inocência de Daniel, que seguirá colaborando com as autoridades para o completo esclarecimento dos fatos", diz nota divulgada pelo advogado.
Operação Cunhambebe
Daniel Trindade foi detido em flagrante em sua residência, em Boa Vista, onde a Polícia Federal encontrou listas com nomes de possíveis eleitores e R$ 3 mil em espécie. A Operação Cunhambebe cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços em Boa Vista e no Cantá.
A investigação apura a possível oferta de cursos de segurança privada sem autorização e a atuação de um grupo que teria dificultado ações de fiscalização ambiental na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. A PF iniciou a apuração após agentes públicos terem sido perseguidos e atacados durante uma fiscalização na região. O bloqueio de vias por integrantes do grupo também é investigado.
Segundo a PF, os cursos anunciados como de segurança privada incluíam técnicas operacionais. Entre os crimes investigados estão constituição de milícia privada, incitação ao crime, receptação qualificada e embaraço à fiscalização ambiental.
A defesa de Trindade alega que não há provas de sua participação nos crimes. Os cursos, segundo o advogado, eram gratuitos e sem ligação com a campanha eleitoral. As listas apreendidas seriam levantamentos eleitorais, e o dinheiro encontrado, compatível com a renda do candidato. O advogado Samuel Almeida Costa também levantou a possibilidade de instrumentalização política da investigação.
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