Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para a redação
O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (15) a Medida Provisória nº 1.370/2026, que estabelece a obrigatoriedade da comprovação de proficiência por meio do Exame Nacional de Avaliação da Formaçãa Médica (Enamed) para a obtenção do registro profissional. A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, segue para sanção presidencial.
Em pronunciamento no plenário do Senado, o senador Dr. Hiran (Progressistas-RR) celebrou a aprovação e destacou a articulação da Frente Parlamentar da Medicina (FPMed) e a contribuição do deputado federal Dr. Luizinho (Progressistas-RJ), relator da medida provisória. A MP do Enamed representa um avanço na discussão sobre a qualidade da formação médica no país.
Avaliações ao longo da graduação
O texto aprovado estabelece três etapas de avaliação durante o curso de Medicina, ao final do segundo, quarto e sexto ano. O resultado final será a média acumulada, com maior peso para a última etapa. Para os estudantes que ingressarem a partir de 19 de junho de 2026, a aprovação no exame será requisito para o registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina. Estudantes já matriculados antes da publicação da medida provisória e médicos com diploma reconhecido no Brasil não serão submetidos à nova exigência.
A proposta também prevê a criação da Comissão Nacional de Avaliação da Formaçãa Médica, com representantes do Ministério da Educação (MEC), do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina (CFM), para estabelecer diretrizes e acompanhar a aplicação do exame. Os resultados do Enamed servirão para monitorar a qualidade dos cursos, podendo submeter instituições com desempenho insatisfatório a processos de supervisão.
Formaçãa médica e segurança dos pacientes
Dr. Hiran alertou para a expansão dos cursos de Medicina e a necessidade de garantir formação adequada.
“Estamos tendo uma proliferação desenfreada de escolas médicas, o que gera uma formação inadequada de muitos médicos. O último Enamed nos diz isso: de cada 100 médicos que se formam, 30% não estão absolutamente capazes de cuidar das pessoas”, declarou.
As avaliações ao longo da graduação podem identificar lacunas de aprendizagem, enquanto a etapa final verificará o nível de proficiência exigido.
Para o senador, a medida visa proteger a população e valorizar a responsabilidade do exercício da Medicina, relacionando a avaliação da formação médica à segurança dos pacientes e à qualidade da assistência.
O senador reconheceu o trabalho do deputado Dr. Luizinho na relatoria da MP nº 1.370/2026 e a articulação da Frente Parlamentar da Medicina. Ele também parabenizou o Conselho Federal de Medicina (CFM) pela participação nas discussões. A aprovação da MP, que perderia a validade em 16 de outubro, representa mais uma etapa na discussão sobre os critérios de avaliação da formaçãa médica no Brasil.
Comentários (0)
Entre na sua conta para comentar.
EntrarCarregando comentários…














