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Alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) atendidos pelo Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (CETEA) da Rede Municipal de Ensino celebraram o Dia das Crianças com uma manhã de atividades interativas na Selvinha Amazônica do Parque do Rio Branco, em Boa Vista. O evento, realizado na quinta-feira (8/10) buscou promover a inclusão e o acolhimento para as crianças e suas famílias.
A programação contou com acesso à estrutura de lazer da Selvinha, incluindo áreas seca e molhada, além de oficinas e brincadeiras. Para o deleite dos pequenos, foram oferecidos algodão doce, cachorro-quente, picolé, brownie, bolo e outras delícias. A iniciativa visa proporcionar momentos de convivência e interação social, essenciais para o desenvolvimento dos alunos.
Sandra Nobre, diretora do CETEA, destacou a importância do evento para a socialização.
“Muitas das nossas crianças têm dificuldade de interação. No atendimento individualizado, elas ficam muito tranquilas, mas um momento como esse proporciona uma oportunidade diferente, de convivência com outras crianças e com as próprias famílias. É uma experiência que também simula situações que elas vão encontrar na sociedade, sempre com muitas pessoas e em conjunto, então de fato é muito importante”, disse.
Familiares celebram evolução
Pais e responsáveis presentes no evento relataram a evolução de seus filhos com o acompanhamento do CETEA. Jennifer Cavalcante, mãe de Luan, de 6 anos, contou sobre os avanços do filho nos três meses de atendimento.
“Com apenas três meses de atendimento, já percebi uma evolução muito grande. Antes, o Luan não comia e tinha algumas questões relacionadas à agressividade. Hoje ele já fala e a gente, como mãe, fica muito grata por cada evolução. Sou muito grata a cada profissional que atende meu filho, pelo acolhimento e por todo o trabalho que eles fazem”, afirmou.
Maiko Silva, pai de Miguel, de 8 anos, ressaltou os benefícios da interação social para o desenvolvimento do filho, que é atendido há dois anos.
“Essa interação com outras crianças é muito importante para o desenvolvimento dele, principalmente na parte social. É importante ele estar junto, participar e perceber que pertence a uma comunidade, a um grupo. Às vezes ele não quer sair de casa, mas quando vê a movimentação, se anima e fica alegre. Isso é importante não só para ele, mas também para as outras crianças atendidas pelo CETEA”, relatou.
Ele também mencionou os progressos na comunicação de Miguel. “Inicialmente, o Miguel não era verbal e tinha dificuldade na fala e até para organizar as ideias em uma conversa. Hoje ele já fala, já interage e teve um grande avanço com as terapias e com o desenvolvimento das habilidades. Isso é muito bom para ele, e eu também sou muito grato por todo o apoio e atendimento que ele recebe no CETEA”
, completou.
O CETEA atende estudantes com Transtorno do Espectro Autista, com idades entre 2 e 12 anos, matriculados na Rede Municipal de Ensino. Alunos com laudo são encaminhados pelas escolas para atendimento especializado, contando com uma equipe multidisciplinar focada no desenvolvimento cognitivo e motor.
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