Condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os próprios pais, Suzane von Richthofen vai disputar, com a prima Silvia Magnani, uma herança estimada em R$ 5 milhões. A herança foi deixada pelo tio Miguel Abdala Netto, médico encontrado morto dentro da própria casa, localizada na zona sul de São Paulo, na última sexta-feira (9).
Silvia Magnani, prima de primeiro-grau com quem Suzane irá disputar na Justiça, foi companheira do médico por cerca de 14 anos. As duas iniciaram o conflito antes mesmo do enterro de Miguel, quando ambas compareceram à delegacia e ao Instituto Médico Legal (IML) no fim de semana para tentar liberar o corpo. Nessa situação, Silvia foi quem conseguiu realizar a ação.
A morte do tio
Miguel Abdalla Netto foi encontrado sem vida no dia 9 de janeiro de 2026 em sua casa no bairro Campo Belo, na zona sul de São Paulo, após dois dias sem contato com vizinhos e familiares, que perceberam sua ausência. A Polícia Militar foi chamada e o corpo foi encontrado em uma poltrona da casa em estado avançado de decomposição.
Uma investigação foi aberta tratando o caso como morte suspeita, mas, inicialmente, as suspeitas são de causas naturais ou mal súbito. O caso segue sendo apurado, enquanto a confirmação oficial sobre a disputa da herança depende de um testamento e da análise por parte das autoridades.
Relembre o crime que chocou o país
Suzane von Richthofen ficou nacionalmente conhecida após ser condenada pelo assassinatodos próprios pais, Manfred e Marísia von Richthofen, crime ocorrido em 31 de outubro de 2002, na mansão da família, também na zona sul de São Paulo. Com 18 anos na época, Suzane planejou os assassinatos junto ao então namorado, Daniel Cravinhos, e o cunhado, Christian Cravinhos. O casal foi morto pelos dois homens com golpes de faca.
Inicialmente, Suzane tentou se desviar da participação no crime, mas, conforme as investigações avançavam, foi possível descobrir o plano, motivado por interesses financeiros e pela reprovação, por parte dos pais, ao relacionamento de Suzane e Daniel, segundo informações do Ministério Público.
Em 2006, a jovem foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por homicídio triplamente qualificado. Hoje em dia, a mandante do crime está em regime aberto. Suzane cumpriu parte da pena e obteve, ao longo dos anos, autorização da justiça para passar do regime fechado ao semiaberto e, depois, ao regime aberto.






